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quarta-feira, 7 de março de 2012

O uso de preservativos: Um mal menor?

            A criação apresenta para o homem, como  ser livre, infinidade de bens que ele pode escolher para sua vida. Se o homem for realmente sábio, decidirá em favor do bem supremo, que é Deus, do qual não existe similar neste mundo, sendo para todos nós a própria fonte de felicidade. Na terra o homem busca aqueles bens que lhes são necessários à sobrevivência: alimentação, moradia, saúde, etc. Entretanto, existem certos bens que, embora não sejam obrigatórios, contribuem para seu aperfeiçoamento. São conhecidos  “conselhos evangélicos”: atos de caridade, heroísmo, sacrifícios, generosidade, virtudes etc. As pessoas os praticam conforme a sua capacidade, coragem, disponibilidade, liberdade e força de vontade.
 Em nenhuma hipótese permite-se ao homem optar pelo mal moral. Em certos casos, todavia, o mal físico pode-se assumir, em vista de um bem moral, por exemplo: um jejum em vista da aquisição de certas virtudes ou uma intervenção cirúrgica com o fito de se obter a saúde. A inversão ou o contrário é inaceitável, por exemplo: cometer um ato de injustiça para preservar a vida ou vender o corpo para ganhar mais dinheiro ou viver melhor. Não se sacrifica um bem moral com a intenção de se evitar o mal físico, assim sendo, é dever de todos lutar contra o mal e extirpá-lo. Em certos casos, pode ocorrer que não seja possível a remoção do mal, porque correr-se-ia o risco de suscitar um mal maior, podendo, neste caso, este mal ser “tolerado”.  Cabe aqui porém, um alerta: tolerar um mal não é a mesma coisa que aprová-lo. Tolerar um mal significa simplesmente deixá-lo de lado, porque, por enquanto não estão presentes as condições de asfixiá-lo sem que causem maiores danos.
Vamos a um exemplo: a denúncia de um médico alcoólatra, em uma cidade pequena, teria como conseqüência a sua própria demissão mas resultaria na carência de atendimento a muitos enfermos, o que não seria uma decisão prudente. Neste caso, é melhor tolerar o problema, enquanto se busca melhor solução. Mas, esta tolerância não quer dizer que não se vá presenteá-lo com garrafas de bebida. Tolerar assim, não consiste nem na aprovação nem no incremento de um mal. A lamentável presença de drogas na sociedade, no máximo pode ser tolerada; se pelo contrário, o desafio de enfrentar tal situação representar um mal pior (anarquia, violência, mortes, destruição, etc.) isto não quer dizer que o governo possa dar mais seringas aos viciados. O mesmo raciocínio se aplica ao caso do uso de preservativos. A imoralidade que permeia todas as camadas sociais, sobretudo nas mais abastadas, não autoriza ou permite que o governo a aumente, mediante a distribuição gratuita de preservativos.
Desta feita, pode-se afirmar que o mal físico não é dos piores males. O homem corrupto e desonesto é muito mais daninho à sociedade do que uma pessoa débil, que só evoca dor, pena e compaixão. Porém, se o governo está realmente interessado em fazer alguma coisa concreta, construtiva e eficaz para resolver o problema da promiscuidade e o seu fruto, que é o vírus da Aids, é fundamental que, em primeiro lugar, ataque o problema “in radice”, ou seja, na raiz. Na minha opinião, há três causas precípuas, a saber:
1ª.) A situação de extrema penúria que assola o país, leva muitas mulheres a se prostituírem em um emprego funesto,  para ganhar a vida e sustentar suas famílias. Sem uma verdadeira reforma agrária e um salário digno, não é possível solucionar a problemática da promiscuidade
 2ª.) A ignorância sobre o ato conjugal e os fins do casamento (educação sexual). Em vez de o governo investir milhões em preservativos e propagandas vergonhosas e indecentes, não seria mais correto utilizar essa verba em programas de planejamento familiar e de educação para cultivar os valores humanos e espirituais como pureza, castidade e autocontrole?
3ª.) Proibir rigorosamente e combater o comércio e a exploração sexual do corpo humano, propagados através dos meios de comunicação de massa (revistas e filmes pornográficos nacionais ou importados, novelas e programas escandalosos no horário nobre da televisão, etc.).
Para concluir, gostaria de ressaltar um detalhe interessante: do ponto de vista técnico ou científico, o preservativo foi um fracasso em vinte por cento dos casos; as pessoas adquiriam Aids do mesmo jeito. Quem de vocês que aprova  preservativos os aconselharia sua filha a usá-los? Ou eles só servem para ou outros? Certa feita, a Dra. Thereza Crenshaw, durante o último Congresso Mundial de Sexologia, realizado em Heidelberg (Alemanha), perguntou aos oitocentos sexólogos presentes:
 Se vocês encontrassem o companheiro de seus sonhos e soubessem que tem o vírus da Aids, quantos de vocês teriam relações sexuais dependendo do uso de preservativos como proteção? Nenhum dos presentes no auditório levantou a mão, apesar da maioria deles ter admitido que já havia recomendado essa proteção a seus pacientes (cf. Boletim SELAT, jan,/1994, p.8).
Espero, “ab imo pectori”, que todos doravante, qual cristãos praticantes, abstenham-se de se manifestar favoravelmente a projetos que maculam a moralidade do povo brasileiro e subtraem recursos das áreas mais carentes, resultando em prejuízo da concessão de uma aposentadoria digna, acesso à moradia, distribuição de remédios, atendimento hospitalar, etc.
Justificar o uso da camisinha, dizendo que impede o contágio do vírus da Aids, tem tanto sentido quanto justificar o uso de um colete à prova de balas para um ladrão proteger-se dos tiros da polícia durante um assalto a banco. A questão do uso do colete é irrelevante e ignora o assunto mais fundamental, sobre o aspecto ético de roubar ou não. A questão da camisinha também é irrelevante e ignora o aspecto moral e mais importante sobre a prática do sexo fora do casamento. Ninguém se interessará, por exemplo, se um alcoólatra deve ou não usar o cinto de segurança quando dirige embriagado, ao contrario, ficam todos preocupados em saber que ele não deve abusar do consumo de álcool, que pode levá-lo a causar um acidente.  Um ex-ministro da Saúde, que permitiu o uso desta “luva erotica” pela sociedade, cometeu cinco crimes contra o povo brasileiro:
- Em primeiro lugar, ofendeu a dignidade humana por cometer um ato imoral com a introdução destes anticoncepcionais;
 - segundo, financiou a compra dessas borrachas com o dinheiro dos pobres, destinado à saúde de milhares de idosos, mulheres e crianças doentes; 
  - terceiro, aproveitou-se do Ministério da Saúde para distribuir algo que não tem nada a ver com a saúde (camisinha não é remédio e quem a usa não está doente);
  - quarto, fez tudo sem a mínima consideração ou respeito pela opinião pública; 
   - quinto, ofendeu a consciência moral de muitas famílias retas e de cristãos que não a aprovam.
O dinheiro desperdiçado em tantas propagandas no rádio, jornal e horário nobre da televisão em favor da camisinha poderia ter sido utilizado no combate a doenças infantis, remédios, no melhoramento das condições hospitalares, no aumento e pagamento da aposentadoria. Enquanto  milhares de crianças morrem por falta de atendimento médico, o Ministério da Saúde gasta milhões na compra de camisinhas, contribuindo assim para o aumento da promiscuidade e justificando ao mesmo tempo a atividade sexual. Vários jornais criticam a Igreja dizendo que ela é contra o prazer sexual. A Igreja nunca foi contra aquilo que é válido e legítimo na vida. A Igreja é contra o prazer que alguém sente quando se aproveita do outro.
Pe. Antonio Mellace 

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