Quando falamos do amor conjugal, não estamos nos referindo apenas ao amor fisico, mas tambem ao espiritual e verdadeiramente humano. É o amor que possui estabilidade e cresce. É um ato de vontade livre, que vem do ser total da pessoa, e não procede somente do corpo, mas também da alma. O amor conjugal não pode ser um amor parcial, é um amor total, enraizado numa amizade pessoal, onde tudo é compartilhado sem egoísmo, e cada um deseja enriquecer o outro com o dom de si. É um amor exclusivo e fiel, que permanece até a morte. Um autêntico amor conjugal leva, pois, à paternidade responsável. Existem cinco sinais que indicam esta responsabilidade:
1–o conhecimento e o respeito pelas leis e ritmos fisicos de cada um;
2–o autocontrole pela inteligência e vontade sobre instinto e paixão;
3–tomada de decisões sábias perante situações físicas, econômicas, psicológicas e sociais a respeito do número de filhos;
4–observação da objetiva ordem moral, estabelecida por Deus e interpretada pela reta consciência;
5-reconhecimento dos próprios deveres e responsabilidades perante Deus, perante si mesmo, à família e à sociedade, numa justa prioridade de valores.
A transmissão da vida não pode se dar segundo o próprio capricho, mas conforme a intenção de Deus, expressa na natureza matrimonial e manifesta no constante ensino da Igreja. O documento de Medellín afirma: “Os problemas demográficos se resolvem com uma resposta integral e não parcial, o que seria autodomínio, rejeição de soluções fáceis, humanismo novo, livre do erotismo da civilização burguesa” (cf. Medellín, 3 III, 2).
“…O ensinamento do magistério é claro e inequívoco a respeito da exclusão dos meios artificiais para tornar voluntariamente infecundo o ato conjugal” (cf. Medellín 3, III, 3).
Finalmente, sobre a educação do amor, o documento de Medellín declara: “…procurar desde os anos da adolescência uma sólida educação para o amor que integre e, ao mesmo tempo sobrepasse a simples educação sexual, inculcando nos jovens de ambos os sexos, a sensibilidade e a consciência dos valores essenciais (amor, respeito, dom de si mesmo, etc.)
“... inspirando sobretudo nos casais jovens, a consciência e a convicção de uma paternidade realmente responsável (noção esta de primeiríssima importância neste continente tão marcado pela praga dos nascimentos ilegítimos)” (Medellín 3, IV).
Pe. Anthony Mellace
Nenhum comentário:
Postar um comentário