Eu li seu “Curso de teologia a distância”, especialmente o “módulo moral lição 09” . O senhor começou bem, mas escorregou um pouco no meio do artigo. Na seção intitulada “O controle da natalidade”, o senhor declarou que “a avaliação técnica dos métodos contraceptivas é de competência médica.” Eu entendi isso como o senhor estivesse dizendo-me (uma comparação) que “o bom funcionamento de um revólver é da competência de assaltantes.” Na verdade, não vejo nenhum sentido inteligente em tal declaração. Como o revólver é um instrumento de morte, os anticoncepcionais são agressões químicos, plásticas e mecânicas contra a integridade físico do corpo humano (também instrumentos de morte e danificação e lesão corporal). Mutilam os nossos tecidos humanos. O doutor em medicina não se tornou profissional de saúde para agredir e mutilar nosso corpo humano. Os anticoncepiconais nada tem a ver com a saúde, e nem com aqueles envolvidos com ela, mas sim, são verdadeiros inimigos do nosso bem-estar físico. Nenhum anticoncepcional inventado até agora está a favor da saúde da mulher. Os anticoncepcionais foram inventados por playboys para transformar as mulheres em objetos sexuais que serviriam para satisfazer seus egos podres. O senhor, por acaso, conhece os vários tipos de anticoncepcionais e como funcionam, junto com o fato de que 90% deles são abortificientes? Esses, você deixa na “espertez técnica” dos médicos? Se quiser boas informações sobre os venenos chamados anticoncepcionais, pode ler meu livro intitulado “O Coração Transparente”.
O senhor disse que a Igreja propõe os métodos naturais como “moralmente lícitos”. Vou lhe dizer que aquilo que é natural já é moralmente bom e lícito. Não tem nada tão em harmonia com a lei de Deus como a própria natureza que Ele criou. Tudo que é contra esta natureza e o que é moralmente condenável (como os anticoncepcionais que o senhor não condenou no seu artigo).
O senhor falou que acontece uma crise de consciência quando o método natural não é “adequado”. Eu vejo que o senhor não conhece bem os métodos naturais e está muito ignorante deles. Os métodos naturais (especialmente do casal Billings) são infalíveis ou 98% eficaz. Quem não é “adequado” é o casal que não quis segui-lo de forma correta (porque tentou aquele jeitinho brasileiro que nunca da certo em nada).
Vou lhe informar que não existe este tal “primado de consciência” que o senhor inventou no seu artigo e que cheira de um espírito Luterano. Esse conceito é uma justificativa falsa para um relativismo moral. Como ensinava o Cardeal Henry Newman, é verdade que nós primeiro seguimos a nossa consciência iluminada pelas primeiras luzes que ela recebe. Agora, quando pois, existe o Magistério da Igreja, a razão, a lei Divina, a lei natural, Humanae Vitae, teólogos autênticos, etc. para iluminar uma consciência, aquela pessoa tem um dever e obrigação moral em iluminar, alimentar e abastecer de tal guia interno com estes recursos e ajudas. O que me parece que o senhor está tentando fazer é de sutilmente, justificar a má vontade e má fé destas pessoas, com o uso, abuso e recorrência para a consciência. Não é que os casais não saibam que o uso dos anticoncepcionais está errado (sabem muito bem), simplesmente não querem abandoná-los a favor dos outros métodos que exige responsabilidade. Em outras palavras, são acomodados e preguiçosos, e o senhor esta tentando justificar e mimar tal atitude.
Não adianta, pois tentar levar a questão fora da Igreja para Deus. Isso é claramente uma tese Protestante. Deus não age fora ou contra sua Igreja. Ele está intimamente ligado a ela e a obedece cegamente. Quem ouve e obedece a Igreja ouve e obedece a Deus (e vice-versa).
Falou corretamente quando disse que “o método de controle da natalidade deve preservar a comunhão dos esposos.” O senhor não sabe que 90% dos casais que usam os métodos naturais permanecem unidos e felizes no matrimônio, enquanto 40% daqueles que usam os anticoncepcionais já estão separados e divorciados, ou mesmo com sério problemas conjugais? O uso de um anticoncepcional já é, por natureza, um ato de egoísmo e corrompimento moral e amoroso entre o casal. A morte e a separação começam já por aí. Por que não falou disso em seu artigo?
Sabe, Frei, o casamento é apenas para gente psicologicamente madura. Se alguém tem dificuldade com o casamento, então que não se case. Cresce primeiro, faça um tratamento e depois veja se dá para assumir um cônjuge de forma responsável. O senhor parece estar a favor do contrário: em vez de achar o sapato certo para o pé, quer que se mutile e corte o pé para entrar no sapato. A Igreja jamais vai abaixar ou modificar seu ensino moral para contentar imaturos, mas sim, esperar que eles cresçam um pouco. A Igreja, na história, preferiu perder uma nação inteira (Inglaterra) do que largar mão do seu ensino sobre a fidelidade e conceder o divórcio a Henrique VIII. Se o senhor quer ser um autêntico e verdadeiro filho da Igreja, defende-a e não, o egoísmo infantil dos imaturos.
Pe. Anthony Mellace
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