Juntando as Forças
Existem na sociedade certos problemas que são tão complexos, graves e até fora de controle que, se forem simplesmente deixados para os nossos representantes eleitos resolverem, nunca chegaríamos a uma solução.
Tais questões, como, por exemplo, a reforma agrária, o crime, a violência, as drogas, etc., não podem ser solucionadas por aqueles que praticamente não estão mais à altura da situação (prefeitos, vereadores, delegados, governadores, ou mesmo o próprio presidente da República). Eles não possuem nem a sabedoria e nem forças para enfrentar esses desafios que sao mais poderosos que eles.
O que é necessário é constituir uma autoridade maior. Se o governo legítimo permitisse, por exemplo, que se unisse a eles outros líderes como os representantes de diversas igrejas, da cultura e da comunicação, com uma voz ativa numa organicacao suprema, numa espécie de conselho supra-político, criado e convocado para tratar de assuntos de particular urgência e importância nacional, os seus resultados seriam muito melhores do que o da política atual. Este órgão supremo não perderia tempo em discutir assuntos que a política normal fosse capaz de resolver, mas trataria de temas e situações realmente sérias e graves que envolvessem a nação inteira.
Tal estrutura precisaria ser definida juridicamente e que levasse em conta também a participação do povo. O estabelecimento de tal instituição supra-política é indispensável para o bem do país. A estrutura desatualizada e atrasada da política contemporânea não consegue mais acompanhar o tempo e é por isso que é incompetente para encontrar respostas adequadas para o mundo moderno. Ela, de fato, está condenada a morrer esmagada e sepultada sob o peso de um edifício político do qual não quis salvar-se por não ter tomado as providências de uma reforma necessária. Os membros que tomariam parte de tal conselho seriam definidos e suas decisões respeitadas por todos. O povo faria a sua parte através de um plebiscito para aprovar ou não o que foi proposto pelo órgão supremo. A decisão final torna-se, pois, a lei nacional da qual ninguém se oporia.
Pe. Anthony Mellace
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