O Silêncio dos Rico
O rico é capaz de dialogar com a sociedade? Que sentido tem este silêncio diante das graves questões de injustiça, miséria e fome de milhares de adultos e crianças ao redor dele? Será que ele possui as convicções ou liberdade moral para realizar as mudanças e reformas sociais? Por acaso esse silêncio não seria o sinal de um túmulo humano,, ou corpo sem vida ou alma? Uma pessoa humana é, por natureza ou definição, um ser aberta aos outros e aos quais se relaciona. Ora, não seria um exagero dizer que o rico é um ser desumano se ele se isola dos outros num individualismo ou materialismo pessoal e colocar barreiras intorno de si igual a uma fortaleza inacessível?
Mas o que significa “ser aberto aos outros”? Podemos sublinhar cinco pontos principais:
1) Reconhecer a existência do outro;
2) Afirmar o valor e a dignidade do outro como ser espiritual, independente de seus defeitos, talentos ou posse de bens e situacao financeira;
3) Deixar-se atingir pelo bem que o outro transmite;
4) Possuir uma sensibilidade pelas necessidades e dificuldades do outro e da sua situação;
5) Agir em favor do outro com nossos próprios meios e recursos.
Para o rico dominado pelo egoísmo, o pobre não entra em seu vocabulário e, se alguém, por acaso mencioná-lo, tal pessoa é capaz de não ser mais convidado à sua casa. Se existem poucos, muitos ou milhares de pobres perto ou longe, ele não se importa. Para o rico, o pobre não é gente. Para o rico, o outro tem apenas valor comercial, se ele é útil ou não para produzir; ele só o interese se é oportuno investir nele para conseguir algum lucro. Respeito, atenção, preferência e serviço são medidos e concedidos para o outro conforme as condições que este tem para retribuir. Comunhão e comunicação não existem na sociedade comandada pela moeda. é uma guerra brutal de competição selvagem, sem piedade, cheia de invejas, ciúmes, brigas, orgulho, vaidade, ambição, cinismo, ódio, etc. Com tudo isso, o rico ainda tem a presunção de convencer a grande massa da humanidade que o seu estilo de vida é o verdadeiro paraíso, desejado e cobiçado por todos. É verdade que o dinheiro resolve muitos problemas, mas dizer que isso é o ponto final de nossa existência é sufocar o espírito humano e criar um inferno na terra.
O homem, sendo uma pessoa humana, se comunica e entra em comunhão com os outros através de sua personalidade. Há três meios principais de comunicação entre homens: a espiritualidade, a arte e o amor. As pessoas no céu se entendem perfeitamente e se comunicam através da graça de Jesus Cristo, que abre todos os corações como as flores na primavera. Os cristãos na terra se conhecem intimamente e testemunham um alto nível de união e comunhão por meio desta mesma graça. A música, a pintura, a literatura, etc. unem os homens de várias culturas e épocas.Todos entendem ela. O amor abre o coração de qualquer um e sua magia cria comunhão entre as pessoas.
A graça, a arte e o amor não se criam ou se compram com o dinheiro. Vêm de um mundo desconhecido ao rico. O rico que tiver a humildade de inverter os seus valores, e dar a primazia ao ser humano, ao invés de dá-la ao dinheiro, vai conhecer também este mundo e experimentar toda a sua dignidade humana que não se mede com financias.
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