O Amor é Poder?
Uma das obsessões pelos quais sofrem certos Católicos se relaciona com a idéia do poder. Torturam-se com o pensamento de que, de uma forma ou de outra, o controle e o comando de um poder temporal na sociedade, seja político ou econômico, poderiam realizar o sonho de muitas pessoas na transformação de suas vidas e na melhora de sua situação social. É por esse motivo que certos padres despendem muito tempo e energia organizando os leigos na luta pela posse do poder social. Isso, porém, não é correto. O papel do sacerdote não é organizar movimentos ou partidos políticos, mas, ao contrário, instruir, iluminar e assistir os fiéis. Os leigos não precisam de clero para lhes dizer como devem se organizar no mundo temporal onde já vivem e sabem como bem agir. Na verdade o poder que a Igreja precisa manifestar é o poder do amor. Há quem não acredite que o amor seja um poder transformador. Pensam que é algo puramente sentimental e ideal sem nenhum efeito prático.
Se assim fosse, como se explica o fato de que, através do amor de Jesus, os homens tenham sido libertados da escravidão do pecado, os que estavam nas trevas, iluminados e os fracos, fortalecidos? O que dizer, então, dos Santos alimentados pelo amor eucarístico e que inúmeras vezes salvaram e reergueram o mundo caído na decadência e na corrupção? O testemunho do poder do amor é um caminho de paz, harmonia e tranqüilidade. A busca de um poder temporal, ao contrário, só traz conflitos e desentendimentos. Certas igrejas evangélicas (“crentes”) que estão aumentando o seu poder econômico e social, estão assustando muitos Católicos, os deixando perturbados e perplexos. Entretanto, na realidade, nada há para temer.
Os Católicos burgueses que vivem confortavelmente neste mundo com Deus e o demônio, ficam irritados com os “crentes” porque os vêem como competidores que ameaçam tomar seus lugares e posições privilegiados na sociedade pagã. Estes ‘Católicos’ desprezam e odeiam os evangélicos, não por motivos religiosos e morais reais, mas procuram camuflar a verdadeira razão, que é, um motivo material e financeiro.
Por sua parte, os evangélicos desafiam esses ‘Católicos’ com sua autoconfiança e ousadia comparadas às de um rato que enfrenta um elefante. Sendo a briga e a corrida na arena deste mundo, os evangélicos sabem muito bem como vencê-la. A liberdade, coragem e desapego com que eles se lançam aos projetos e obtêm sucesso, criam certa inveja e ressentimento nos corações de muitos Católicos. Ao mesmo tempo, será que esses valores assumidos e exercitados por eles não são aquelas virtudes outrora praticadas pelos proprios Catolicos, mas agora por eles abandonadas para melhor servirem e dedicarem-se aos ídolos deste mundo?
Pe. Anthony Mellace
Nenhum comentário:
Postar um comentário