Total de visualizações de página

segunda-feira, 26 de março de 2012

Santidade Autentica

Por que existem poucos Santos?


          A santidade  não é um luxo ou passatempo, mas um dever e obrigação de todo Cristão. Jesus diz: “Sede perfeitos como vosso Pai do céu é perfeito” Mas qual é a perfeição do Pai? Será que a santidade consiste simplesmente numa perfeição moral (vivência das virtudes) e nada mais? Se fosse assim, então, muita gente seria santa. Cumprir os dez mandamentos e praticar as virtudes não são suficientes para ser santo. Para que a santidade seja autêntica, é preciso que se complete com a perfeição do amor. Jesus condenou a ‘santidade’ parcial e imperfeita. “Se a vossa justiça (idéia incompleta da santidade) não superar a dos fariseus (perfeição moral sem a caridade), não entreis no reino dos céus” É, portanto, inútil viver as virtudes sem caridade.

          O Evangelho fala de quatro casos cuja santidade não foi capaz de salvar as pessoas – embora fossem todos moralmente irrepreensíveis, faltou-lhes o essencial que era o amor:

1)    Os fariseus, rigorosos observadores da lei, desprezavam os publicanos, as prostitutas e os pobres;
2)    O jovem rico, admirado, elogiado e amado por Jesus, não foi capaz de sacrificar seus bens em favor dos menos privilegiados;

3)    O rico epulão, cumpriu os dez mandamentos e ainda assim acabou no inferno porque não deu atenção ao Lázaro que estava ferido e padecia em frente à sua porta;

4)    O irmão mais velho do filho pródigo que nunca desobedeceu a uma ordem de seu pai, não conhecia a felicidade da misericórdia e amor porque não soube perdoar seu irmão e participar da alegria do seu pai. Hoje, a noção incorreta da santidade ainda domina muitos grupos de cristãos. Temos certos evangélicos e também carismáticos que dão um exemplo bonito na prática e pregação das virtudes da castidade, modéstia, pureza, oração, perdão, gentileza, educação, humildade, etc., mas evitam e ignoram as questões sociais e os problemas dos nossos irmãos que se encontram na pobreza e na miséria.

Nós precisamos viver uma espiritualidade sã baseada numa perfeição completa, pois a santidade dividida é como uma casa construída sobre a areia: logo cai, como diz o Nosso Senhor. Não é possível, pois, observar a lei de Deus, sem viver o amor. A caridade pressupõe a perfeição moral. Conforme falou São João Evangelista: “Quem diz que ama a Deus, mas não observa seus mandamentos, é um mentiroso”. Quando o Papa falou em Florianópolis que o Brasil precisava de muitos santos, era nos dois sentidos que se referia: homens e mulheres que praticavam com coragem as virtudes morais, e homens e mulheres que viviam uma caridade intensa e heróica com os seus irmãos mais fracos e vulneráveis.

Pe. Anthony Mellace

Nenhum comentário:

Postar um comentário