A importância da mulher
O homem através da mulher, descobre um mundo que, graças a ela é possível conhecer. Se não fosse pela mulher, ser-lhe-ia oculto aos seus olhos metade do seu ser e existência. Com a presença e ajuda da mulher porém, o ser do homem se revela por inteiro e na luz da natureza feminina, o homem se descobre e também consegue revelar tudo isso para a mulher, mas este processo de mútua revelação acontece somente por meio de um profundo e autêntico amor. O sensualismo é incapaz de efetuar tal manifestação, ele não vai além da pele, enquanto o amor penetra o espírito. O homem e a mulher são um para o outro, como um “espelho” onde é possível ver sua própria imagem. Isso explica, às vezes, a razão pela qual um homem pode chegar a ponto de lutar com um desejo apaixonante por uma mulher e não por um prazer físico. A aproximação espiritual a que ele inconscientemente aspira e que só ela lhe pode conceder, o cativa; a mulher tira o homem da solidão e o leva para além dos limites da sua pessoa.
Os grandes artistas, confessam que sem a inspiração de uma mulher em suas vidas, não seria possível realizar uma obra artística. Embora a mulher não apareça na manifestação destas obras, sem a sua influência e força invisível, a criatividade do artista seria apenas algo superficial. Nem o próprio Deus podia esperar que o artista se revelasse no seu trabalho sem primeiro dar-lhe uma mulher para proporcionar-lhe inspiração. A mulher, na verdade, dá a metade de um mundo para o homem e a união entre eles é ainda mais importante, sadia e poderosa que qualquer associação de pessoas que fosse somente constituída de homens ou de mulheres. Na falta de uma influência masculina ou feminina, alguns grupos caíram na mesquinhez da unilateralidade.
As congregações religiosas que tiveram sua parte complementar foram, pois, as mais fortes, duradouras e com maior número de membros. Basta lembrar, como exemplo, beneditinos/beneditanas, franciscanos/franciscanas, dominicanos/dominicanas, carmelitas/carmelitas, salesianos/salesianas, etc. Os santos, também, que possuíam a maturidade de cooperar com as mulheres deram muitos frutos para o reino de Deus: Sao Geronimo e Santa Paula, São Francisco e Sta. Clara, São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales e Santa Joana Chantal, Sao Vicente de Paula e Santa Louisa de Marillac, etc. Será que hoje em dia o individualismo marcante que invadiu as congregações religiosas e que as deixou fechadas em si, como ilhas solitárias na Igreja, não teria sido uma das causas das crises, problemas de rigidez e intolerância, insegurança, desconfiança e falta de cultura que elas atravessam? Não seria melhor cultivar uma maior colaboração, abertura e intercâmbio de propostas, idéias, experiências de vida, diálogo, etc., entre os homens e mulheres de Deus, para que esta nova amizade (baseada na dignidade e respeito pelo dom e singularidade de cada um e o enriquecimento mútuo no amor de Deus) pudesse dar um fruto eficaz e permanente?
Pe. Anthony Mellace
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